Primeiro disco do CPM 22 está custando quase 3 mil reais; veja outras raridades do underground

Em: 09/06/2016

Os anos 2000 viram muitas bandas da cena underground brasileira chegar ao mainstream, e talvez um dos principais casos disso seja o CPM 22.

Como lembra muito bem a UOL, a banda fez incontáveis shows no Hangar 110 e vendia por lá o seu disco de estreia pela bagatela de R$10. Acontece que, tantos anos depois, o CD físico de A Alguns Quilômetros de Lugar Nenhum se tornou uma raridade tremenda, em especial se ainda estiver lacrado.

A própria reportagem conta que as unidades mais baratas do álbum no MercadoLivre estão saindo por R$550, e são usadas. Uma cópia lacrada não foi encontrada na nossa pesquisa na plataforma, mas no site internacional Discogs é possível vê-lo em formato novo por US$520, o que na cotação atual beira os R$3 mil.

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CPM 22 e CDs nacionais extremamente caros

Encarte do primeiro disco do CPM 22
Foto via Reprodução/UOL

É claro que muito disso se deve ao fato da banda ter gravado o trabalho de maneira independente, e essa é também uma das razões pela qual ele só chegou às plataformas de streaming recentemente.

Só que a banda não é a única a ter esses preços exorbitantes em seus primeiros trabalhos e temos vários outros exemplos por aqui de situações parecidas. Diálogo?, a estreia do NX Zero, é um deles — uma versão lacrada do álbum sai por R$450 no único anúncio disponível no MercadoLivre, mas os usados estão bem mais conta e é possível adquiri-lo por algo em torno de 30 a 50 reais.

Outro caso emblemático é o do Forfun, cujo primeiro disco Teoria Dinâmica Gastativa não possui nenhuma cópia lacrada à venda neste momento nem no MercadoLivre nem no Discogs. É possível encontrá-lo usado, no entanto, em preços que variam entre R$170 e R$1.140.

Tem mais: o Quarto dos Livros, da Fresno, varia de R$199 a R$1.072 e sempre em opções usadas. O Yoga, Stress e Cafeína, estreia do Rancore, está por R$199 lacrado e ainda vale destacar o Nueva, do Gloria, saindo por R$140 em versão selada.

Isso tudo ainda sem entrar no mérito de CDs “demo” — o Scalene é um exemplo, com seu EP e o disco Cromático não estando disponíveis nem como usados nos sites mencionados.

Se tiver sobrando algum por aí, talvez seja hora de vendê-los, hein?